This is a bilingual space (Portuguese-English) to expose my writings and to express thoughts, feelings, and ideas in order to stimulate critical thinking for human enrichment and growth. Espaço bilíngue para expor meus textos e expressar pensamentos, sentimentos e idéias que estimulem o pensamento crítico, visando o enriquecimento e crescimento humano. Please, leave your impressions about the blog.Por favor, deixe suas impressões sobre o blog.
8.05.2009
7.25.2009
My memory takes me to the bucolic place in this picture. I know the everyday is not like that, but I prefer to remember it the way I knew, calm, beautiful.
Rio is a place to visit in the winter, with these amazing blue sky, warm enough weather, and beautiful yellow sun. This is Niterói, my home town. Icaraí beach, the MAC.
7.20.2009
Primeiros raios de sol...
Estava cansada de ver a alvorada da varanda de seu apartamento, mas ainda se encantava com a beleza serena que subia do horizonte; gostava da antecipação, antes do sol mostrar a cara. O oceano, variando do preto à cor de ardósia; o céu, inicialmente azul marinho, empalidecendo até virar azul céu, diluído pela luz que começava dourada, tornava-se laranja-dourada, e depois virava um dourado pálido, como ouro dez quilates, ao meio-dia. A areia da praia, de cinza escuro, aos poucos revelava seu branco, nos vales e montanhas das pegadas humanas ali impressas. Era muito lindo.
Sabia o quanto era privilegiada por ter visto dali o nascer do sol tantas vezes, mas hoje era diferente. Estava amanhecendo o domingo de carnaval na Cidade Maravilhosa. Ela tinha contado as horas. Os minutos. A madrugada, havia tempos, não lhe era tão longa. A noite passava rápida no sono, o tempo tinha outra velocidade quando adormecida. Só que o sono não havia lhe visitado naquela noite.
Ainda não sabia bem o que iria fazer. O primeiro raio de sol fez brilhar uma lágrima teimosa, ainda no canto do olho. Ela enxugou o olho com as costas da mão, continuando no mesmo lugar, paralizada pela beleza e pelos pensamentos que corriam em velocidade vertiginosa em sua cabeça. Queria desligar.
Hoje, domingo de carnaval, havia de determinar seu futuro, enquanto o resto da cidade tinha paralisado quaisquer determinações até a quarta-feira ao meio dia. Para alguns, até o próximo domingo.
Algumas pessoas atravessavam a avenida ainda escura, outras já caminhavam ou corriam no calçadão, nessa manhã bem vazio por causa do feriado prolongado. De onde estava, só via suas silhuetas contra o nascituro sol. Pareciam santos, com halos de luz dourada ao redor deles. Melhor estaria ela se estivesse lá com eles, correndo. Se corresse pra sempre.
Mas o bebê estava dormindo o sono despreocupado dos bebês no quarto ao lado e não podia deixá-lo só em casa...
Exercite sua imaginação...O que ela fez???? Me diga... Já escrevi a continuação, mas quero ouvir sua opinião.
Sabia o quanto era privilegiada por ter visto dali o nascer do sol tantas vezes, mas hoje era diferente. Estava amanhecendo o domingo de carnaval na Cidade Maravilhosa. Ela tinha contado as horas. Os minutos. A madrugada, havia tempos, não lhe era tão longa. A noite passava rápida no sono, o tempo tinha outra velocidade quando adormecida. Só que o sono não havia lhe visitado naquela noite.
Ainda não sabia bem o que iria fazer. O primeiro raio de sol fez brilhar uma lágrima teimosa, ainda no canto do olho. Ela enxugou o olho com as costas da mão, continuando no mesmo lugar, paralizada pela beleza e pelos pensamentos que corriam em velocidade vertiginosa em sua cabeça. Queria desligar.
Hoje, domingo de carnaval, havia de determinar seu futuro, enquanto o resto da cidade tinha paralisado quaisquer determinações até a quarta-feira ao meio dia. Para alguns, até o próximo domingo.
Algumas pessoas atravessavam a avenida ainda escura, outras já caminhavam ou corriam no calçadão, nessa manhã bem vazio por causa do feriado prolongado. De onde estava, só via suas silhuetas contra o nascituro sol. Pareciam santos, com halos de luz dourada ao redor deles. Melhor estaria ela se estivesse lá com eles, correndo. Se corresse pra sempre.
Mas o bebê estava dormindo o sono despreocupado dos bebês no quarto ao lado e não podia deixá-lo só em casa...
Exercite sua imaginação...O que ela fez???? Me diga... Já escrevi a continuação, mas quero ouvir sua opinião.
Beringelas
As beringelas maduras,
Polidas faces escuras,
Espalhadas na mesa.
Óleo, sal, temperos,
Colher de pau, chama acesa.
E Tomates maduros,
Carnudos, carmin.
A panela polida
E a menina querida
Que se ocupou de mim.
Polidas faces escuras,
Espalhadas na mesa.
Óleo, sal, temperos,
Colher de pau, chama acesa.
E Tomates maduros,
Carnudos, carmin.
A panela polida
E a menina querida
Que se ocupou de mim.
7.19.2009
7.17.2009
No title, just watching...
I don’t fit the sterotype
Of the poet.
I like cashmere,
Dark jeans and heels.
I like pashmina,
White button-down shirt
Pencil skirts
And Loubotins.
I don’t do drugs,
Don’t drink much.
Don’t need silence,
Neither solitude to write.
Just need sea and sun,
Boredom and fun,
Paper and pen,
And my old brain.
Inverno carioca
O Rio, visto de cima, é só beleza. Cada curva, de cada montanha, tem uma poesia própria. O mar, banhado de sol ou não, tem uma cadência peculiar, um ritmo suave, que combina com a areia branca e o céu azul, mesmo sob o tímido sol de inverno. Aliás, inverno no Rio de Janeiro dura três semanas...
O contorno do litoral, bem delineado, a vista possível quando se voa de ponte-aérea, me lembra contornos femininos, definindo bem o feminino da cidade. O Rio de Janeiro é uma mulher.
O Rio é mesmo mais bonito no outono-inverno, menos agressivo, menos suado, mais suave, mais agradável.
Vim porque preciso, mas estou pronta para voltar agora mesmo. Vamos logo com isso.
O contorno do litoral, bem delineado, a vista possível quando se voa de ponte-aérea, me lembra contornos femininos, definindo bem o feminino da cidade. O Rio de Janeiro é uma mulher.
O Rio é mesmo mais bonito no outono-inverno, menos agressivo, menos suado, mais suave, mais agradável.
Vim porque preciso, mas estou pronta para voltar agora mesmo. Vamos logo com isso.
6.19.2009
Finishing
All of a sudden
The touch wasn’t warm anymore;
The hug wasn’t close;
Holding hands weren’t tight.
All of a sudden,
The eyes didn’t shine;
The body didn’t tremble;
Smiling wasn’t natural.
If this is the end,
I must say, it is pretty sad.
The touch wasn’t warm anymore;
The hug wasn’t close;
Holding hands weren’t tight.
All of a sudden,
The eyes didn’t shine;
The body didn’t tremble;
Smiling wasn’t natural.
If this is the end,
I must say, it is pretty sad.
BY THE WINDOW IN BOTAFOGO
The Sugar Loaf was much bigger
Than my memory had registered.
Shiny by the rain
Running down the black stone.
On the bay, hundreds of masts
And white sails moving back and forth
Seemed talking
The mysterious language of the sea.
I was talking to my long time dear friend
About trivialities of life:
Dreams deferred that didn’t explode,
Broken hearts, successes failed.
I impatiently moved my hands
And my fingers found my wedding ring,
Under the table, out of sight.
For a moment, secretly,
(And peacefully) I loved you intensely
In a far away land.
Than my memory had registered.
Shiny by the rain
Running down the black stone.
On the bay, hundreds of masts
And white sails moving back and forth
Seemed talking
The mysterious language of the sea.
I was talking to my long time dear friend
About trivialities of life:
Dreams deferred that didn’t explode,
Broken hearts, successes failed.
I impatiently moved my hands
And my fingers found my wedding ring,
Under the table, out of sight.
For a moment, secretly,
(And peacefully) I loved you intensely
In a far away land.
4.27.2009
What If
What if I could fly,
Go away, far,
And return amazed,
Slowly soaring over mountains and country plains,
After seeing another point-of-view?
What if I could change
In a glimpse, into a fast animal,
Or a cuddling bear,
Then after soothing,
Or attacking,
I would serenely sleep
Immersed in my own raw nature?
What if I could think better,
Speak better words;
Promote change;
Or reconciliation;
Or peace;
Through the power of my discourse?
What If I could?
And after that,
What else?
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